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Jonas sentiu as mãos de barro, geladas e pesadas, segurando seus tornozelos. Ele começou a ser puxado para baixo, para dentro da terra que cheirava a séculos de segredos esquecidos. A última coisa que a lanterna iluminou antes de apagar foi o espelho.

No centro da cova, havia um espelho quebrado voltado para cima.

Ele continuou avançando. De repente, a lanterna iluminou algo que não deveria estar lá. No centro do vão sanitário, o chão de terra tinha sido escavado. Não era um buraco de manutenção, mas uma pequena cova circular, cercada por bonecos de barro crus, sem olhos ou bocas. Crawlspace Legendas Portuguese (BR)

Um porão úmido em uma casa colonial no interior de Minas Gerais. Protagonista: Jonas, um perito imobiliário.

Jonas se agachou. O teto ali embaixo tinha pouco mais de um metro. Ele começou a rastejar sobre os cotovelos, o cheiro de mofo e ferro invadindo seus pulmões. O silêncio era absoluto, exceto pelo som de sua própria respiração errática. Clack. Jonas sentiu as mãos de barro, geladas e

A escada rangeu de um jeito que Jonas não gostou. Não era o estalo seco de madeira velha, mas um lamento, como se os degraus estivessem cansando de segurar o peso da casa. Ele ligou a lanterna. A luz cortou a escuridão do porão, revelando uma floresta de vigas de madeira e o brilho úmido do chão de terra batida.

Ele parou. O som veio do fundo, onde a luz da lanterna mal alcançava. Parecia o som de duas pedras batendo. Ou dentes. "Olá?" a voz de Jonas saiu fina, abafada pela terra. No centro da cova, havia um espelho quebrado

Jonas sentiu um frio que não vinha do ambiente. Ao aproximar a luz do espelho, ele não viu seu reflexo. Viu o rosto de uma mulher, com a pele da cor da terra úmida, cujos lábios estavam costurados com arame farpado. Ela não se movia no reflexo, mas seus olhos — dois buracos negros e profundos — pareciam segui-lo.